sempre que precisei dele, no passado, dewey estivera a meu lado. ele sentara em cima do meu computador quando achei que a vida iria me esmagar, sentou ao meu lado no sofá e esperou que jodi viesse passar algum tempo com a gente. agora ele começou a sentar a meu lado e, subindo uma pata de cada vez, em meu colo. ele parou de andar a meu lado e começou a insistir em subir nos meus braços. isso pode parecer uma coisa de nada, mas fazia toda a diferença para mim, porque, veja voce, eu não tinha ninguém em quem pudesse tocar. havia uma distância entre mim e o mundo, e não havia ninguém para me abraçar, para me dizer que tudo ia dar certo. não era apenas a cirurgia. durante dois anos, enquanto eu estava agoniada com a tomada de decisão, chorei pela perda e suportei a dor física - e dewey me tocava todos os dias. ele sentava em meu colo. aninhava-se em meus braços. e, quando acabou, quando finalmente voltei a algo que se parecia com o meu eu normal, ele voltou imediatamente a sentar a meu lado. ninguém entendeu o que eu estava passando durante aqueles dois anos, ninguém, com exceção de dewey. ele parecia compreender que o amor era constante, mas que isso poderia ser elevado a um nível mais alto quando realmente fosse importante.

(vicki myron - dewey)

chris: quando era pequena leu the very hungry caterpillar? oh, é um clássico! é sobre essa lagarta... e basicamente ela come outras coisas, e aí entra num casulo, e vira uma borboleta. depois que meu irmão morreu, e sempre que meus pais estavam... enfim, eu entrava na coberta e ficava lendo de novo e de novo. e me fazia pensar... "quando eu sair, não quero ser diferente. quero que o mundo lá fora seja diferente."

(chris - skins)

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