Se eu sussurrar agora 
Uma história de amor
Ao pé da cama é pra não te acordar
Desse teu sono bom

E pra ilustrar a história 
Faço um desenho de giz
De uma menina sorrindo no ar 
Sobrevoando Paris

Linda, Bem vinda
O mundo já está tão melhor
Nesse dia, Sorria
Que o amor já se sabe de cor

Não tem vilão na história
Tem muitas luas no céu
Uma girafa lambendo seus pés
Em um jardim de papel

Antes do fim da história
Eu te espero acordar
E num bocejo repleto de ar
Vou te ajudar a voar

Linda, Bem vinda
O mundo já está tão melhor
Nesse dia, Sorria
Que o amor já se sabe de cor

Oi Sol
Oi Flor
Oi Frio
Oi Cobertor
Oi Mar
Oi Rio
Oi Silêncio
Oi Assovio.

(Valsa da filha por vir - Uyara, Ana, Vinicius, Kelly, Vitor, Bernardo)


(A Metamorfose - Franz Kafka - adaptado por Peter Kuper)


Faz tempo eu tô com azia
Durmo mal, tenho alergia
Quando acordo, nem bom dia
E a ducha fria ainda me dói
Em atraso permanente
Escolho a roupa, escovo os dentes
Abro a porta da frente e a luz do dia me corrói

Então eu me pergunto, quando sobra algum segundo
Em que eu reflito sobre o mundo, se funciona e coisa e tal
Concluo que tá preta a situação, pra lá de azeda
O leite que ainda sai da teta nem sequer é integral

Desesperado eu penso em gargalhar
Mas decido respeitar a minha dor
Talvez seja melhor despirocar
De vez, talvez, de vez
Talvez, de vez

No bus eu subo afoito, engolindo algum biscoito
Acotovelo logo uns oito, eu tô cansado e vô sentar
Depois do chacoalhaço, tô no trampo e um palhaço
Mesmo me vendo um bagaço, já começa a me ordenhar

Digito, atendo o fone, meio dia eu sinto fome
Me levanto sem meu nome e vou pra fila do buffet
Depois de dois cigarros, acomodo o meu pigarro
Me reponho de bom grado e termino o afazer

Desesperado eu penso em gargalhar
Mas decido respeitar a minha dor
Talvez seja melhor despirocar
De vez, talvez, de vez
Talvez, de vez

Talvez seja melhor despirocar
De vez, talvez seja melhor
Despirocar de vez
Talvez, talvez

Cansado eu chego em casa, o willian bonner me afaga
Me contando alguma fábula de algo que ocorreu
Requento qualquer rango, cambaleio até o meu canto
Ainda nem fechei o tampo e o meu corpo adormeceu

Desesperado eu penso em gargalhar
Mas decido respeitar a minha dor
Talvez seja melhor despirocar
De vez, talvez, de vez
De vez, talvez

(Despirocar - Apanhador Só)


É você que tem
Os olhos tão gigantes
E a boca tão gostosa
Eu não vou aguentar

Senta aqui do lado
E tira logo a roupa
Esquece o que não importa
Nem vamos conversar

Olha bem mulher
Eu vou te ser sincero
Quero te ver de branco
Quero te ver no altar

Não tem medo não
Eu sei vai dar errado
A gente fica longe
E volta a namorar depois

Olha bem mulher
Eu vou te ser sincero

Eu to com uma vontade danada
De te entregar todos beijos que eu não te dei
E eu to com uma saudade apertada
De ir dormir bem cansado
E de acordar do teu lado pra te dizer
Que eu te amo
Que eu te amo demais

(Quando Bate Aquela Saudade - Rubel)


Breaking Bad: "Quando alguém desviou-se do caminho correto e passou a fazer coisas erradas"


R.I.P. Br Ba !


Baby Blue - Badfinger



Quando um está mal, o outro deve estar bem.

Quando um está irritado, o outro deve ser paciente.

Quando um está cansado, o outro deve encontrar disposição.

Quando um adoece, o outro deve mostrar saúde.

Quando um se envaidece de razão, o outro deve ser humilde no cuidado.

No casal, as fraquezas não podem convergir. Não podem ocorrer simultaneamente.

Se vê que sua parceira explodiu, escolha um momento distinto para desabafar e reclamar. Recue de sua catarse. Deixe para o dia seguinte. Ela nem irá ouvi-lo no acesso de cólera.

Quando os dois decidem ser a parte mais fraca do relacionamento, os laços sucumbem.

Não podem ocupar o mesmo papel, o mesmo script. Só há vaga para um protagonista em cada crise. Alguém terá que ser coadjuvante.

Dois vilões no mesmo filme geram divórcio.

A alternância é o segredo da convivência. Mudar de lugar sempre, analisar quem mais precisa e ceder se for necessário.

O que traz estabilidade é a gangorra: quando a mulher cai, o homem estende o braço, quando o homem vacila, a mulher acode.

A separação acontece quando duas chagas conversam procurando mostrar qual é a mais funda. É quando duas feridas travam uma guerra buscando sangrar mais, e nenhum dos lados estanca a própria carência.

O sofrimento acentua o orgulho, a dor agrava a cegueira, a ansiedade de resolver logo a discordância apenas abre a porta para o fim.

É uma disputa do desespero, e o casal se afoga nas mágoas. Não haverá sequer um salva-vidas acordado.

Ainda que sobre paixão, ainda que reste confiança, nada segura o momento em que os dois coincidem em enlouquecer. A loucura exige troca de plantão.

O casal é capaz de destruir uma história linda e promissora por uma noite de fúria.

A esposa e o marido se transformam em crianças, e crianças abandonadas em casa berrando e com medo. Tentarão gritar alto para chamar os vizinhos e denunciar os maus-tratos. E vão se indispor e se ofender tanto, e vão se provocar e se agredir tanto, que depois é difícil cicatrizar.

Um tem que ser adulto na hora do pânico. Um tem que ser responsável. Um tem que ser forte o suficiente para preservar as fraquezas do amor.

(Fabricio Carpinejar)

Eu sempre tenho que falar menos, pensar moderadamente, sentir sem tanta intensidade, cortar textos, dosar o amor, diminuir a ansiedade, equilibrar o medo. Minha alma de obesa sofre bullying o dia inteiro.

(Tati Bernardi)

6h15
e meu amor,
nem é essa a hora
eu só quis inventar
um motivo
para te falar
e te lembrar
de que ainda
não fui embora

(Julianna Motter)


Queria ser só 
Queria ser só sua 
Queria ser sol 
Mas vivo aos pés da lua 
Queria ser mais 
Só posso ser eu 
Tô encontrando tudo que você perdeu 

Devia ser nós
Devia nossa jura 
Devia de cor 
Vestir minha pela nua 
Devia ser paz 
E não esse breu 
Tô entendendo tudo que aconteceu 

Longe tudo o que pesa 
Quem mandou caber em mim? 
Morde ou senão prenda 
Teima e não tem fim

(Ylana Queiroga e Júlio Morais)

Meu amor eu prometo 
Vou te fazer infeliz 
Pode ser já no começo 
Ou só lá pelo fim 

É uma parte do amor 
A saber que vai ter dor 
Nunca é fácil 
Vamos admitir 

Meu amor eu prometo 
Vou te dar o céu 
E também o inferno 
Não me ache cruel 

Mas cruel é fingir 
Que não há Deus e o mundo 
Prometendo o que não vai cumprir 
Prometendo mundos e fundos 

Meu amor vou te decepcionar 
Tantas e tantas vezes 
Até você entender que pra 
Eu te falar tudo isso é 
Porque eu amo você 

Precisamos nos preparar 
Para a vida que vamos ter 
E talvez destruir 

Só as coisas ao redor 
Vão virar pó 

Escapamos por aí 
Juntos ou sós 

E o pó da nossa história 
Um dia vai cobrir 
Os móveis da nossa casa 
Da árvore 

(Lulina - Prometeu sem Cadeado)

A partir de hoje, vou deixar que o Outro seja: uma boa ou má pessoa, o que lhe aprouver. Tudo que julgo ou critico, tomo como referencial os meus valores. Não há como saber quem está certo a partir disto, e nem tem importância no final das contas. A partir de agora, eu sei quem quero atrair para a minha vida: pessoas que não me façam sentir que estou traindo a mim mesma. Tudo é resolvido com um olhar distanciado e um afastamento físico. Não enfio mais poesia em situações onde o protagonista não sou eu e o coadjuvante não consegue ser lírico. 

 (Marla de Queiroz)

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